Autorretrato
Boas!
Como referi na apresentação, o meu autorretrato foi a primeira vez num longo espaço de tempo em que realmente me expressei através do desenho.
Comecei com uma folha em branco e uma desmotivação enorme. Afinal, não desenhava há bastante tempo e, ainda por cima, nunca fui daquelas pessoas que desenvolve tudo a partir da imaginação e não se inspira em nada. No entanto, e não sei bem como, surgiu-me a ideia de uma incubadora (utilizada em contextos científicos) com água, comigo lá dentro. Não sei ao certo o que me levou a pensar nisto, mas penso que foi o facto de me sentir presa, naquele momento, em termos de criatividade. Depois, apercebi-me de que era demasiado preguiçosa para desenhar literalmente uma incubadora e acabei por desenhar apenas um copo de tamanho anormal, com uma tempestade lá dentro ("tempestade num copo de água") e, para preservar o sub-tom científico que queria acrescentar ao desenho e fazer de mim o objeto de uma experiência (sádica) conduzida pela minha mente, adicionei um cérebro, vestido de cientista.
Este autorretrato representa, acima de tudo, o lado negativo do meu estado mental, tal como provavelmente dei a entender. Contudo, achei interessante como existiram perspetivas mais positivas acerca do mesmo, como o facto de a cor verde simbolizar cura, ou de o desenho transmitir tranquilidade, o que me fez perceber que, ao produzir arte que possa servir como terapia para nós, por muitos sentimentos negativos que esta represente, pode servir como fonte de terapia e positividade para os espetadores, uma vez que, mesmo que estejamos a criar algo para nós, estaremos inevitavelmente a criar algo também para os outros, que poderão ter (felizmente) uma interpretação diferente acerca da mesma obra.
"Getting something out of art won't just mean learning about it - it will also mean investigating ourselves. We should be ready to look into ourselves in response to what we see." - in Art as Therapy, Alain de Botton e John Armstrong
Continuação de um bom fim-de-semana,
Ana Caetano
Como referi na apresentação, o meu autorretrato foi a primeira vez num longo espaço de tempo em que realmente me expressei através do desenho.
Comecei com uma folha em branco e uma desmotivação enorme. Afinal, não desenhava há bastante tempo e, ainda por cima, nunca fui daquelas pessoas que desenvolve tudo a partir da imaginação e não se inspira em nada. No entanto, e não sei bem como, surgiu-me a ideia de uma incubadora (utilizada em contextos científicos) com água, comigo lá dentro. Não sei ao certo o que me levou a pensar nisto, mas penso que foi o facto de me sentir presa, naquele momento, em termos de criatividade. Depois, apercebi-me de que era demasiado preguiçosa para desenhar literalmente uma incubadora e acabei por desenhar apenas um copo de tamanho anormal, com uma tempestade lá dentro ("tempestade num copo de água") e, para preservar o sub-tom científico que queria acrescentar ao desenho e fazer de mim o objeto de uma experiência (sádica) conduzida pela minha mente, adicionei um cérebro, vestido de cientista.
Este autorretrato representa, acima de tudo, o lado negativo do meu estado mental, tal como provavelmente dei a entender. Contudo, achei interessante como existiram perspetivas mais positivas acerca do mesmo, como o facto de a cor verde simbolizar cura, ou de o desenho transmitir tranquilidade, o que me fez perceber que, ao produzir arte que possa servir como terapia para nós, por muitos sentimentos negativos que esta represente, pode servir como fonte de terapia e positividade para os espetadores, uma vez que, mesmo que estejamos a criar algo para nós, estaremos inevitavelmente a criar algo também para os outros, que poderão ter (felizmente) uma interpretação diferente acerca da mesma obra.
"Getting something out of art won't just mean learning about it - it will also mean investigating ourselves. We should be ready to look into ourselves in response to what we see." - in Art as Therapy, Alain de Botton e John Armstrong
Continuação de um bom fim-de-semana,
Ana Caetano


Ana, acho que o teu autorretrato ficou muito bonito e muito fofinho! (apesar dos sentimentos negativos).
ResponderEliminarEspero que consigas ultrapassar esta negatividade, e continua a desenhar!
Inês Santos